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Mais da metade dos refugiados reconhecidos pelo Brasil podem ter deixado o país

Dados do Ministério da Justiça mostram que de 10,1 mil acolhidos, apenas 5,1 mil residem em território nacional. Maioria é de sírios e congoleses.

os 10,1 mil refugiados acolhidos pelo governo brasileiro durante 10 anos, mais da metade pode ter deixado o país após a imigração. Os dados divulgados nesta quarta-feira (11) são do Ministério da Justiça e apontam que apenas 5,1 mil deles permanecem em território nacional. Os demais estão com o registro inativo na Polícia Federal.

Dos que escolheram permanecer, a maioria é de sírios (35%) e congoleses (13%), seguidos por colombianos (10%), angolanos (8%) e palestinos (5%).

Dos 10,1 mil refugiados reconhecidos entre 2007 e 2017, apenas 5,1 mil deles moram no país.
porcentagem3535131310108855443322221717SíriaRep. Dem. do CongoColômbiaAngolaPalestinaLíbanoPaquistãoIraqueMaliOutros010203040

Segundo o coordenador-geral do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Bernardo Laferté, não há uma única motivação para que os refugiados deixem de renovar o cadastro nos órgãos competentes.

“Podemos chegar à conclusão que ele [a pessoa] mudou de país, teve a perda declarada do registro, se naturalizou brasileiro ou outra nacionalidade, podendo ser até casos de óbito”, explica.

Ainda segundo o ministério, do total de refugiados que permanecem no Brasil, mais da metade (52%) escolheu o estado de São Paulo como residência, outros 17% optaram pelo Rio de Janeiro e 8% pelo Paraná.

“Não é novidade que esses estados apresentem maior índice de refugiados em seus territórios, isso reflete a média da população brasileira, que vê São Paulo como maior força econômica”, afirma Laferté.

“Emprego é uma das maneiras de integração dos refugiados em nossa sociedade”, acrescenta.

Fonte: G1

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