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Filha de espião russo envenenado rejeita apoio de embaixada e contato com a família

Yulia Skripal agradeceu oferta de assistência de diplomatas e parentes, mas disse preferir não receber visitas ou manter contato por enquanto. Ela também pede que imprensa a deixe se recuperar antes de pedir entrevistas.

Yulia Skripal, que foi vítima de um ataque com um agente nervoso em Salisbury, na Inglaterra, ao lado de seu pai, o ex-espião russo Sergei Skripal, rejeitou uma oferta de apoio da embaixada russa e pediu que sua família não tente entrar em contato por enquanto.

Ela também fez um apelo à imprensa, para que a deixe se recuperar com tranquilidade antes de conceder qualquer entrevista.

Segundo a agência Efe, a embaixada russa havia solicitado acesso à filha de Serguei por acreditar que ela estava sendo mantida contra a vontade em um local secreto e sem acesso a pessoas conhecidas. No comunicado, ela diz que tem acesso a amigos e parentes, e que não se comunica por opção própria.

Os pedidos foram feitos em um comunicado divulgado pela Scotland Yard nesta quinta-feira (11), dois dias após a alta médica de Yulia, de 33 anos. Ela ficou mais de um mês internada no Hospital do Distrito de Salisbury, onde seu pai ainda está sob tratamento.

“Deixei meus pais sob os cuidados deles, e ele ainda está seriamente doente. Eu também ainda estou sofrendo os efeitos do agente nervoso usado contra nós”, explica ela no texto, em que agradece a atenção recebida pela equipe hospitalar, de quem diz já sentir saudade.

Yulia afirma que está em segurança e se sentindo cada vez melhor, mas que ainda não se sente forte o suficiente para conceder uma entrevista, como espera fazer um dia.

Ela ressalta que, até que esse momento chegue, ninguém está autorizado a fazer qualquer declaração em nome dela ou de seu pai, e cita nominalmente uma prima, Veronika, pedindo que esta não a visite ou entre em contato e que não faça afirmações em nome da família.

Quanto à embaixada russa, Yulia diz que tem conhecimento da “gentil” oferta. “No momento, não quero me valer dos serviços deles, mas, se mudar de ideia, sei como contatá-los”, resume.

Envenenamento

Yulia, 33 anos, visitava o pai Serguei, 66, foram encontrados inconscientes em 4 de março em um banco em uma rua de Salisbury, após serem expostos a uma substância tóxica. O governo britânico atribuiu o envenenamento a Moscou.

Serguei Skripal foi coronel do serviço secreto militar russo, mas acabou condenado por alta traição por vender informações ao Reino Unido. Em 2010 foi envolvido em uma troca de espiões e se mudou para a Inglaterra.

O governo de Vladimir Putin nega com veemência qualquer envolvimento no atentado que, segundo as autoridades britânicas, foi executado com a substância Novichok, um agente nervoso produzido apenas em laboratórios militares russos.

Crise diplomática

O incidente envolvendo Yulia e o pai desencadeu uma crise diplomática do Reino Unido com a Rússia, que depois se ampliou para outros países.

O governo britânico considerou Moscou responsável pelo envenenamento e determinou a expulsão de 23 diplomatas russos – medida que foi seguida posteriormente pelos EUA e uma série de países europeus. A Rússia revidou e diplomatas americanos deixaram a embaixada dos Estados Unidos em Moscou.

A onda de expulsões cruzadas dos países ocidentais e da Rússia, que começou em 14 de março, já atinge 300 diplomatas.

Na terça-feira (3), o chefe do laboratório militar britânico de Porton Down, Gary Aitkenhead, afirmou que não foi possível determinar que o agente neurotóxico usado no envenenamento proceda da Rússia.

“Fomos capazes de identificar que se trata de Novichok, de identificar que foi um agente neurotóxico de tipo militar. Mas não identificamos sua origem exata”, afirmou em uma entrevista à Sky News nesta terça-feira (3).

Fonte: G1

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