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Câmara instaura comissão processante contra prefeita

A Câmara municipal de Farol aprovou na noite dessa terça-feira (20), por 5 votos a 4, a abertura de uma Comissão Processante (CP) contra a prefeita do município Angela Kraus (PSDB). A CP foi instaurada com base em uma denúncia de supostos desvios e superfaturamentos em compras da prefeitura, protocolada pela ex-servidora comissionada, Sandra Regina Félix. Angela nega as acusações e diz que a denúncia contra ela é de cunho político com o objetivo único de desestabilizar a administração.

A prefeita informou que ainda não teve acesso ao teor da denúncia. “Estou tranquila e serena com a consciência limpa. As denúncias já haviam sido feitas há quase 60 dias no Gaeco e Ministério Público que tem muito mais condições e aparelhamento para investigar. Porém uma pequena maioria na Câmara entende que a Comissão é necessária e que cassariam até se o desvio fosse de um real”, falou Angela.

A gestora comentou que a denunciante tem relação bastante próxima com seus adversários políticos, o que reforçaria a tese de perseguição política contra ela. “Não tenho o que temer”, ressaltou Angela, ao lamentar que “pessoas estejam se utilizando de política para prejudicar a cidade e tentar desestabilizar o seu governo”. Ela acrescentou que está à disposição dos vereadores para esclarecer os fatos.

A comissão

A comissão será formada pelos vereadores Ivan Tavares (presidente); Eliane Estevam Meneses (relatora); e João Nesposiano da Silva (membro) e terá o prazo improrrogável de 6 meses (180 dias). A sessão para apresentação da denúncia teve o plenário lotado. O presidente da Câmara, Valdemar Correio dos Santos (PDT) solicitou o apoio da Polícia Militar (PM) para evitar possíveis transtornos. “A denúncia nos foi apresentada e como tem evidências de irregularidades é nossa obrigação investigar”, comentou Santos.

A denúncia

A denúncia contra a gestora é a mesma apresentada ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Maringá, também feita por Sandra e envolve vários fatos descritos. Entre eles, a ex-servidora denunciou supostos desvios de recursos públicos na área da saúde, que teriam sido utilizados no pagamento de despesas na campanha eleitoral de Angela, em 2016, quanto a gestora disputou a reeleição.

Outra situação é o suposto esquema entre a prefeitura e uma empresa fornecedora de peças para a frota do município, que teria beneficiado a prefeita. Sandra alegou ter recebido uma quantia em dinheiro da empresa e repassado a Angela. O valor seria supostamente também para quitar dívidas de campanha.

Em outa ocasião, Sandra relatou que houve situações em que secretários retiraram valores de diárias e ficavam em “cárcere privado”, reclusos em suas casas a mando da administração e faziam o repasse à prefeita. A denunciante inclusive citou no documento, entregue aos vereadores, lugares que jamais esteve, porém fez a retirada de recursos para diárias à viagens que jamais existiram. A ex-servidora anexou à denúncia vários documentos que comprovariam as irregularidades.

 

 

 

Fonte: Tribuna do Interior

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