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Banco Central reduz previsão para inflação em 2017 e aumenta para 2018

O Banco Central não só reduziu a previsão para a inflação neste ano como também passou a prever que haja deflação neste mês. No entanto, todo esse controle dos preços pode não significar um corte extra dos juros no fim do ano por causa das incertezas no campo político. Segundo o relatório trimestral de inflação, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado oficialmente no sistema de metas, para este ano de 3,9% para 3,8%.

Esse patamar está bem abaixo da meta para 2017, que é de 4,5%. Segundo o documento do Comitê de Política Monetária (Copom), houve uma grande “surpresa inflacionária” no último trimestre. O indicador veio 0,53 ponto percentual menor que o esperado pelo Banco Central por causa da queda dos preços de alimentos e combustíveis e a desinflação difundida nos seus vários setores.

 

O otimismo é tanto que, em junho, por exemplo, o BC espera que haja uma queda geral de preços de 0,10%. Se for concretizada essa projeção e a de 0,30% e 0,27% para o IPCA nos meses de julho e agosto, a inflação acumulada em doze meses ao fim do período chegaria a 2,73%. Atualmente, está em 3,6% bem abaixo do centro da meta.

Para 2018, a projeção para o índice oficial passou de 4,3% para 4,5% em 2018. Para o Banco Central, o ideal é que a inflação fique exatamente no centro da meta, que para o ano que vem também é de 4,5% com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O BC ainda manteve a projeção de crescimento para este ano em 0,5%. Sobre o PIB, o BC esclareceu que a projeção permaneceu a mesma da apresentada na edição anterior do Relatório de Inflação, mas houve mudanças nos componentes do indicador. A autoridade monetária disse que se os resultados favoráveis de indicadores de atividade relativos aos primeiros cinco meses do ano fossem mantidos ao longo do ano, levariam a uma revisão de alta na projeção do PIB anual. O Banco Central resolveu ser cauteloso por causa da crise política.

“A elevação do ambiente de incertezas que, se mantidas em nível elevado por período prolongado, podem produzir efeitos negativos sobre a atividade, e recomendam manter a projeção anterior.”

As expectativas para a taxa de câmbio na pesquisa feita com os analistas de mercado mudou. Eles esperam um dólar um pouco mais caro do que previam em março, quando o Banco Central divulgou o primeiro relatório trimestral deste ano. Em vez de R$3,28 esperam R$3,30 para o fim de 2017. No entanto, apostam em juros menores que antes: 8,5% ao ano em vez de 9% ao ano.

GRAU DE INCERTEZA

“As projeções aqui apresentadas dependem ainda de considerações sobre a evolução das reformas e ajustes necessários na economia. Seus efeitos sobre as projeções são capturados por meio dos preços de ativos, do grau de incerteza e das expectativas apuradas pela pesquisa Focus”, disse o Copom. “Além desses canais, a política fiscal influencia as projeções condicionais de inflação por meio de impulsos sobre a demanda agregada. Com base na combinação dos condicionantes acima, foram construídas projeções para a variação do IPCA acumulada em quatro trimestres”.

O comitê conclui:

“Neste momento, as projeções condicionais do Copom envolvem maior grau de incerteza”.

 

 

Fonte: O Globo

 

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